Padre Marcelo com sua nova Obra , já passa de 1,7 milhões de Livros vendidos

Pelas linhas tortas de Deus, o padre Marcelo Rossi, 43 anos, escreveu muito certo. No ano passado, um acidente numa esteira de ginástica lhe deixou 45 dias em uma cadeira de rodas, devido a uma séria contusão no pé esquerdo. Mas foi graças a esse infortúnio que o paulistano teve a ideia e o tempo para escrever o seu primeiro livro: Ágape 

Para quem não sabe o significado da palavra de origem grega que dá título ao livro, o próprio Marcelo explica, em um vídeo no YouTube. “Ágape é o amor em seu sentido mais belo e profundo. Vem de Deus. É doação total”.

O padre esclarece como essa categoria de amor é mais ampla do que as outras duas do tipo ‘eros’ e ‘filia’. “O filia é o amor da amizade, o amor filial, de um filho para um pai. E eros é amor do mundo. Amor de paixão, daquele em que hoje você ama alguém e amanhã, odeia. Ele não é ruim se você tem a visão do ágape”, disse, em uma entrevista à Rede EPTV, afiliada da Rede Globo.

Ensinamentos
Assim que teve a ideia de escrever um livro, o tema do amor surgiu rapidamente a Marcelo. A inspiração veio do Evangelho de São João, que fala das implicações do ágape.

A partir daí, ele reinterpretou o texto bíblico à luz de questões contemporâneas. Usando uma linguagem simples e direta, ele também fala de personalidades como Mahatma Gandhi (1869-1948) e Nelson Mandela, usados como exemplos de manifestação do ágape, por terem buscado a caridade e o amor ao próximo, sem fazer qualquer tipo de cobrança ou exigência.

Outra figura citada, muito cara aos baianos, é Irmã Dulce (1914-1992) – que foi recentemente beatificada pelo Vaticano, ficando, assim, a um passo de ser declarada santa. “Dizem que, após um intenso dia de trabalho, era comum ver Irmã Dulce voltando para casa cantarolando. Sua felicidade era tão contagiante que as outras irmãs aguardavam seu retorno para cantar junto com ela”, escreve.
Multimídia Ao fim de cada um dos 12 capítulos do livro, Marcelo apresenta uma oração envolvendo os temas examinados. A ideia é que isso sirva de convite aos leitores, para um momento de reflexão sobre as mensagens de Jesus segundo São João.

Ao enveredar pela literatura, padre Marcelo Rossi mostra como não há mídia que ele não possa conquistar. Ordenado padre em 1994, em quatro anos ele se tornou o sacerdote mais popular do país. Isso ao emplacar, como cantor, o hit Erguei as Mãos, presente no disco Músicas para Louvar o Senhor. Seus nove discos juntos já venderam, até hoje, 12 milhões de cópias.

As músicas com apelo pop e as danças presentes em suas missas são marcas do movimento Renovação Carismática, do qual ele faz parte e ajudou a popularizar. Sua fama também abriu os caminhos do sucesso para outros padres ‘cantores’, como Reginaldo Manzotti e Fábio Melo.

Mas, se muitas pessoas, inclusive católicos, ainda criticavam Marcelo por ele se submeter a uma superexposição na mídia - roubando a cena em programas de TV e até no cinema, em filmes como Maria, Mãe do Filho de Deus e Irmãos de Fé -, recentemente ele ganhou uma poderosa chancela, que só aumenta o seu prestígio. Em outubro do ano passado, ele recebeu das mãos do papa Bento XVI o prêmio Van Thuân – Solidariedade e Desenvolvimento 2010 – como reconhecimento pela sua dedicação ao catolicismo.

“Padre Marcelo fez desse dom maravilhoso – a sua voz – um instrumento de testemunho e evangelização, influenciando milhares de pessoas”, observa o documento de premiação. De mãos erguidas, Marcelo não se cansa de dar glória a Deus.



Fonte : http://juventudecatolica33.blogspot.com/